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Serviços - Martelinho de Ouro

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COMO SURGIU A TÉCNICA

A técnica surgiu há aproximadamente 15 anos em São Paulo, quando três ex-operários da linha de montagem da Volkswagen decidiram abrir suas oficinas. Desde então, surgiram várias outras, fazendo com que o reparo pelo método tradicional de funilaria e pintura deixasse de ser o mais indicado nos casos de pequenos danos, já que o custo é mais alto e o prazo do serviço mais longo, além, é claro, de fazer com que a originalidade do veículo não seja perdida.

Por ser feito artesanalmente, os serviços trazem melhores resultados. Isto é, se o profissional for mesmo um autêntico profissional do martelinho, também conhecidos como Funileiros Artesanais.

Até alguns anos atrás, os serviços dos martelinhos de ouro eram utilizados apenas pelas montadoras e revendedoras, quando os automóveis sofriam pequenos acidentes em seus pátios. Atualmente, porém, já existem no mercado centenas de oficinas que executam esses serviços.

O processo de consertos por meio do martelinho (e de outras ferramentas) consiste basicamente em pressionar a lataria por dentro da carroceria, fazendo a chapa voltar à sua posição original. O amassado cria tensões superficiais na chapa, e ao pressionar-se nos lugares certos ela tende a voltar à posição original, desfazendo o amassado. Desde que não ocorram vincos na chapa (pois estes anulam as tensões originais) e que a pintura não esteja danificada (com trincas inclusive) essa técnica pode ser empregada. Mas os especialistas advertem que, para o serviço ficar bom, é necessário verificar bem quais pontos devem ser batidos ou comprimidos. Caso contrário, podem surgir trincas ou ondulações na chapa. Os preços podem ser até parecidos com os praticados em oficinas de funilaria, mas a grande vantagem é que o carro fica "original" e em alguns casos é impossível dizer onde estava amassado.

Chuvas de Granizo, esbarrões nos estacionamentos de shoppings e mercados, pequenas colisões nas ruas e pequenos acidentes em garagens têm grande chance de reparo com a Funilaria Artesanal.

O preço do conserto é avaliado conforme a gravidade da avaria. Pode custar de R$ 20 a R$ 2 mil. Esses valores, contudo, se comparados aos preços dos funileiros tradicionais, chegam a custar até 60% menos. O fato é que na grande maioria dos casos nos quais há pequenas e médias avarias na lataria sem que tenham afetado a pintura do automóvel, o martelinho de ouro funciona muito bem e custa menos que o cobrado pelo método de funilaria tradicional.

Os milagres do martelinho de ouro

A evolução da tecnologia, qualquer que seja seu nível, sempre traz benefícios para o consumidor. Até o setor de reparos de automóveis, mais precisamente a técnica de recuperar pequenos amassados, popularmente conhecido como martelinho de ouro, passou por uma evolução desde que surgiu no mercado, há quase dez anos. Os antigos chifres de várias espécies de animais, ferro e madeira deram lugar a ferramentas tecnicamente desenvolvidas e apropriadas para cada tipo de amassado. Do processo antigo só ficaram a pessoas e o sugestiva classificação profissional: martelinho de ouro.

O processo de evolução foi lento, mas sempre trouxe novidades, como a utilização de holofotes atuando na contra luz. Uma das novidades mais recentes é a ferramenta conhecida como 'repuxadeira'. Segundo Benigno Carmo, 46 anos, e um dos mais antigos e conceituados martelinho de ouro de Santo André, a tecnologia utilizada na fabricação da ferramenta é de procedência norte-americana.

Ele conta que em geral, as portas são as mais atingidas. 'As portas ou amassam o caro que está ao lado ou são amassadas pelo outro carro. Isso é comum quando se entra numa garagem de prédio ou até no estacionamento de supermercado, onde as vagas são muito apertados', explica. As crianças estão entre as principais fornecedoras de clientes para profissionais como Benigno, pois não possuem noção exata de espaço nem do valor material dos objetos e saírem dos carros abrem as portas com muita força.

Uma das vantagens dessa nova ferramenta é que ela permite que o amassado seja recuperado sem que seja necessário retirar a porta do lugar. Essa possibilidade abriu outro leque de clientes, que são aqueles que possuem carros blindados. Mas esse trabalho só pode ser feito em pinturas originais, que suportam a temperatura de aquecimento sem estragar. Isso porque a técnica atual utiliza aquecedores conhecidos como sopradores térmicos que aquecem a chapa para evitar que a tinta quebre ou se danifique. 'Com a temperatura as moléculas da tinta ficam mais maleáveis permitindo os micros movimentos', explica Benigno.

O processo para recuper um ponto amassado com a 'repuxadeira' é bastante interessante. O primeiro passo é colar uma ventosa exatamente em cima do estrago. O martelo de repuxo, ou 'repuxadeira', é encaixado na ventosa que a puxa para trás, fazendo com que o local amassado volte a ser liso. Se o operador exagerar no repuxo e aplicar mais força do o necessário, pode criar saliência. Quando isso acontece, o jeito é recorrer uso da ferramenta original, o martelo. Com pequenos e leves toques, o 'artista' corrige o excesso fazendo comque a chapa volte ao lugar original. 'Por isso eu digo que é impossível deixar de usar o martelo tradicional e a madeira. Já o chifre, por exemplo, não uso há muito tempo'.

Para Benigno, para ser um bom profissional do sistema de martelinho de ouro é preciso ter paixão pelo faz. 'Esse trabalho chega a ser uma terapia. Quando começo a fazer um reparo esqueço do resto do mundo', afirma. Ele também deixa claro que esse trabalho exige profissionalismo e criatividade. Muitas ferramentas são feitas por ele mesmo e por sua equipe. Os martelos chegam 'virgens' e ele os transforma de variadas maneiras. 'Além disso, usamos alguns utensílios curiosos, como martelo de cozinha usado para amaciar carne'.

Entre outros instrumentos novos utilizados, estão uma mola de suspensão trabalhada [original do Fusca ou da Kombi] e ferramentas de aço inox em geral. 'Essas são boas porque não oxidam e nem enferrujam como as de ferro.' Antigamente eram utilizados ferros de construção.

Os defeitos mais freqüentes

Os casos mais comuns que chegam à oficina são de portas entortadas, marcas de chutes e batidas com carrinhos de supermercados. Um conserto simples demora cerca de 15 minutos e sai por R$ 40. Se for maior, o tempo e o custo aumentam. 'Mas a duração máxima é de três horas, quando os estragos estão bem feios. Se tiver de passar disso já é caso de funilaria', explica Benigno. Ele atende uma média de 25 carros por semana em sua loja.

Benigno trabalha na área há mais de 15 anos. Antes de abrir sua própria oficina, há poucos meses atrás, ele atendia diretamente na casa dos clientes e prestava serviços para lojas e concessionárias em São Bernardo e Santo André. 'Às vezes eu não tinha lugar para trabalhar. Na casa da pessoa é meio difícil porque tem filho querendo estudar e esposa trabalhando', afirma. Por essas e outras é que a loja se tornou uma alternativa viável e a tecnologia foi bem vinda. 'Até o martelinho de ouro evolui. Ou vocês pensavam que não?', brinca.

 

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